quarta-feira, 19 de junho de 2013

ORIGEM MACABRA DE DESENHOS

Já vimos que até mesmo a Disney possui um lado sombrio, mas esse lado negro só era percebido depois que a animação já havia sido criada, e não antes de tudo, digo isso porque alguns desenhos tem uma origem muito macabra, que vai desde assassinatos até torturas! Isso porque estavam fazendo um desenho para crianças
Felizmente, o roteiro original foi mudado para algo menos traumático. Saiba quais foram esses desenhos:

Pinocchio

pinocchio
Na versão original, o inocente boneco de madeira não para de atrapalhar Gepetto, até que um dia ele se enfurece e sai correndo atrás do boneco. Na rua, um oficial de polícia prende Gepetto por pensar que ele estava abusando do garoto marionete. É aí que o titereio acaba na prisão. Quando Pinocchio volta para casa ele encontra um grilo de 100 anos de idade, que lhe diz que meninos malvados são transformados em burros. Depois disso, o garoto de madeira atira um martelo no grilo e o mata.
Depois, Pinocchio acaba quase sendo queimado como madeira, arranca a pata de um gato malvado e encontra uma fada de cabelo azul que conta a ele que ela está morta e esperando que seu corpo seja resgatado. Pinocchio então é capturado e pendurado pelo gato malvado e por uma raposa que simplesmente assistem o boneco enquanto ele sufoca até a morte.
Até aqui já é muito mais do que perturbador, mas, por incrível que pareça, os editores não gostaram muito do final e fizeram um outro!
Antes de Pinocchio morrer, a fada zumbi o resgata e a partir daí os dois passam a viver juntos, entretanto, a marionete torna-se malvada novamente e acaba se transformando em um burro e é vendido para o circo, especificamente para um músico que quer mata-lo, tirar sua pele e ainda transforma-lo em um boneco do tipo soldado. Para isso, o músico amarra algumas pedras nas pernas do burro e o joga no fundo do mar.
Nesse momento, os peixes começam a devorar o corpo de Pinocchio, deixando somente o esqueleto de madeira. Quando tenta escapar, um tubarão o engole  e acaba encontrando Gepetto dentro do bicho – que estava tentando comer peixe sentado em uma mesa. Pinocchio então resgata seu pai e como recompensa por resgatá-lo, ele é transformado em humano.

Aladin

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O que será que aconteceu neste aqui? Pois bem, tudo começou com o pai de Aladdin, Cassim, que também é líder dos quarenta ladrões. Na história original, Cassim é irmão do famoso Ali Baba, que descobriu a senha para abrir a caverna secreta dos ladrões, ele revela a Cassim, que tenta roubar os ladrões sem que ninguém veja. Entretanto, Cassim se esquece das palavras mágicas e é descoberto pelos ladrões que acabam matando e cortando o corpo do pai de Aladdin em quatro. As quatro partes então são colocadas na frente do esconderijo para servir de aviso a outros ladrões.
Depois que Ali Baba descobre sobre seu irmão esquartejado, ele reúne as partes do corpo e as leva para casa, lá, ele pede para uma escrava chamada Morgiana que faça com que Cassim pareça ter morrido de causas naturais. Com a ajuda de um alfaiate habilidoso, ela consegue unir as quatro partes.
Mas é aí que os ladrões descobrem onde Ali Baba mora e vão em busca dele. Quando chegam lá, Morgiana descobre tudo e acaba enganando dois deles, quanto aos outros, que estão escondidos em jarros, a escrava acaba matando-os ao encher as jarras com óleo fervente. O líder dos ladrões é o único que resta vivo, entretanto, durante um jantar com Ali Baba, a escrava acaba matando o chefe e salvando a vida de do irmão de Cassim.

domingo, 19 de maio de 2013

LOLITA SLAVE TOY


Este é um anuncio real encontrado na Deepweb. (+18)

Eu criei as Bonecas Escravas Lolita. Caso você esteja se perguntando sobre o que estou falando; é muito simples: Eu transformo jovens garotas em facilmente manejáveis bonecas sexuais. É isso. A garota não consegue fugir, resistir, falar; elas estão simplesmente lá para seu sádico prazer.
Curioso sobre isso?
 Eu sou um cirurgião que vive em um desses países nos limites do leste europeu. Uma sociedade dura, onde a miséria é enorme e a menos que você possua dinheiro e conexões, você está ferrado. Não é necessário dizer que tenho ambos. Também temos lindas garotas por aqui, países do leste europeu são bem conhecidos por isso. Felizmente (para mim) algumas dessas garotas não têm pais ou parentes e vivem em orfanatos. Na verdade, eu não chamaria isso de viver, é inacreditável o que você pode achar nestes lugares. Algumas jovens tem sorte e são adotadas, mas na idade de 8 ou 9 anos são consideradas muito velhas. Algumas das mais bonitas são vendidas para redes de prostituição e você pode considerar isso sorte para elas também; ao invés de irem morrendo aos poucos em meio a sujeira e miséria. E algumas garotas eu compro. Eu geralmente compro as garotas de 9 a 10 anos, antes de entrarem da puberdade. O orfanato é muito cooperativo, eles agradecem por terem uma boca a menos para alimentarem, uma vaga a mais para preencherem. Eles também aceitam com prazer minhas doações pelas garotas.
Nunca perguntam e eu nunca conto. Eles sabem que eu sou cirurgião; provavelmente pensam que eu faço experimentos com as garotas ou vendo seus órgãos.
 Mas não, eu achei um negócio muito mais rentável; transformo elas em bonecas sexuais.
Você pode encomendar uma Boneca Sexual Lolita se quiser. Elas não são barata; cobro entre 30.000 e 40.000 dólares por uma boneca. Isso sem os custos de envio.
Mas: Você terá uma Boneca Escrava Sexual Lolita que lhe dará prazer por muitos anos, ela é como uma boneca, mas uma boneca viva!
Deixe-me lhe contar como transformo jovens órfãs em bonecas vivas. Quando acho uma nova e adequada garota, eu peço ao orfanato para entregá-la em minha vila. Ela chegará nua, amarrada e com vendas em seus olhos. Após uma pequena inspeção e uma rápida checagem médica, eu a levo a minha clínica especial em minha vila. Primeiro eu a limpo minuciosamente. Estas garotas realmente fedem e são sujas; não tomem banho a tempos e são negligenciadas. Quando ela está finalmente limpa, a boto em uma cama de hospital e dou uma injeção que a fará dormir.
Irei criar uma nova identidade para ela e lhe darei um novo nome - eu não sei o nome verdadeiro das garotas, apenas a idade; só isso que preciso. No orfanato, qualquer dado que possuírem dela será destruído. Ele nunca existiu. A partir de agora ela existirá apenas como uma boneca. Eu mesmo tenho algumas Bonecas Sexuais Lolita; Dasha, que tem 11 anos de idade e está no estágio final de transformação, Tanya, de 12 anos; faz dois anos que a criei e Luda, de 14 anos e está grávida de 4 meses.
Na manhã seguinte é a grande operação. A garota estará dormindo por causa do anestésico da noite passada. A ponho em uma mesa de operação e administro anestésicos para a operação que está por vir. Se você estava se perguntando por que minha Boneca Escrava não resistia ou fugia; muito simples: eu amputo suas pernas e braços! Eu amputo seus braços logo acima dos cotovelos e suas pernas um pouco acima dos joelhos. Fácil, não é? Essa garota nunca fugirá de você...
Para a garota é a parte mais pesada da operação e é provavelmente o mais crítico passo no processo de transformação. Mas na maioria das vezes elas sobrevivem.
Agora eu não vou apenas deixar os tocos dos braços e pernas lá. Irei cravar uma barra de metal de 5 cm no osso dos braços e das pernas antes de costurar. A outra ponta da barra possui uma rosca onde eu posso colocar uma junta em forma de anel. Quando ela estiver pronta, você facilmente vai poder pendurá-la com uma corrente aonde quiser. Minha Tanya e Luda possuem uma corrente nas costas presa a ambos os anéis das barras dos braços. Isso os mantém bem perto do corpo.
No começo você tem que tomar muito cuidado com as feridas dos tocos cicatrizando para prevenir qualquer tipo de infecção. Assim que a ferida estiver completamente curada, colocarei uma cobertura de silicone sobre o toco. A parte de fora do silicone é coberta com veludo branco e parece realmente bom, tirando o cruel anel no fim do que sobrou de seus membros. Após alguns meses, quando os braços e pernas estiverem completamente recuperados, você pode forçar mais os anéis. Há um ano eu comecei a pendurar Tanya e Luda pelos braços e pernas. É uma forma interessante de decoração ter em seu quarto uma Lolita nua pendura do teto! E é muito bom usar sua buceta ou boca quando ela está pendurada assim.
Mas antes disso tem muito caminho ainda. A operação ainda não está pronta só com as amputações dos membros. Em seguida eu cortarei suas cordas vocais para que ela não possa falar nem mesmo fazer barulho e removerei os dentes. Quando eu tiver removido todos, implantarei uma camada de silicone com a parte superior do maxilar sendo bem macio. Ela ainda será capaz de fazer boquetes, mas não poderá mais morder seu pau. É até bom agora, quando ela tentar mordê-lo um pouco; a macia camada superior lhe faz um tipo de massagem.
O implante de silicone, no entanto é absolutamente necessário; se não tivesse, sua boca iria parecer a de uma velha sem dentes. Isso irá manter sua bela aparência. Além disso, para manter sua boca em bom estado, ela vestirá uma mordaça esférica a maior parte do tempo. Isso de certa forma parece inútil porque cortei suas cordas vocais e ela não pode falar de qualquer maneira, mas isso é apenas pela estética. Uma garota amordaçada simplesmente fica legal e além para se alimentar, beber e foder, ela não usará a boca para mais nada.
Assim que a operação estiver pronta, eu dou uma ou duas semanas de recuperação para deixar os ferimentos sararem. Então o treino dela começa.
Ela não é mais uma garota comum, ela se tornou uma boneca, tem muitas coisas que ele deve aprender. Como ela não possui mais dentes, ela não pode mastigar. Ela tem que ser alimentado como um bebê. Eu a alimento uma vez por dia com uma mamadeira e comida de bebê, pois contem todas as vitaminas e minerais necessários. Não dou demais; não quero que ela fique gorda e não consiga mais se mover.
Você tem que cuidar isso.
Ela toma água, chá ou limonada em uma mamadeira três a quatro vezes por dia, assim ela toma no mínimo 2 litros dá agua por dia. Isso é suficiente para mantê-la saudável. No início eu irei pôr a mamadeira em sua boca, mas logo eu apenas colocarei a garrafa perto e ela terá que por na boca por si só. Leva algum tempo e prática para ela conseguir colocar a mamadeira na boca sem ter braços, mas eventualmente ela consegue pegar a mamadeira com a boca, rolar para ficar de costas e beber. Assim que ela consegue fazer isso, eu coloco uma venda em seus olhos antes de pegar a mamadeira; antes de o treino acabar, ela deve ser capaz de achar a mamadeira e beber sem conseguir ver.
A comida e os líquidos tem que sair também, então você deve levá-la ao banheiro algumas vezes ao dia. Como ela não consegue se mexer, você deve levantá-la e leva-la. Quando tenho que sair, normalmente ponho um cateter na saída de sua uretra. Como ela não como muito, ela também não caga muito.
Apesar dela não conseguir mais falar, eu ainda consigo me comunicar com ela e ensinar coisas fundamentais para ela. Eu a ensino a fazer um bom boquete, a ter prazer sexual quando seu clitóris e lábios vaginais são estimulados com um vibrador. Ensino também o que significa ser uma escrava. Eu chicoteio sua buceta todo dia, na maioria das vezes usando um vibrador junto para que em alguma hora ela não consiga mais diferenciar prazer e dor. Ponho grampos e pinos em seus mamilos e lábios vaginais. Eu intensifico seu treino quando enfio agulhas e mais agulhas em sua buceta. Eu passo cera quente em sua buceta e dou choques, seu clitóris será torturado com agulhas. Ela deve sofrer qualquer forma de tortura possível antes de chegar ao próximo estágio de transformação. Nessa fase, ela estará vendada na maior parte do tempo, mas farei com que ela veja como a torturei. Eu tenho uma câmera gravando, então ela terá que se ver sendo torturada e mais outros vídeos de tortura por pelo menos uma hora por dia.
Alguma hora ela não será só uma escrava fisicamente, mas mentalmente. Sua mente não resiste mais, ela se tornou totalmente submissa. Então farei as últimas modificações para torna-la uma Boneca Escrava. Ela já está imobilizada e incapaz de se comunicar. Até agora ela foi capaz de ver e ouvir, não foi totalmente privada de seus sentidos. Uma verdadeira escrava não pode mais se mover, falar, ver ou ouvir, apenas sentir.
Antes de privá-la de seus últimos sentidos, eu dou um moderado anestésico. Então ponho fones de ouvido em suas orelhas e coloco sons extremamente altos por muitas horas nos fones. Isso será suficiente para danificar sua audição, ela não conseguirá mais ouvir nada. E como toque final, cuido de seus olhos com laser. Ela não será totalmente cega. Minha Tanya e Luda ainda reagem a fortes luzes e acho que ainda conseguem ver vultos e sombras, mas não reconhecem mais nada e são quase surdas. De qualquer fora, eu as deixo vendadas a maior parte do tempo, mas isso porque gosto de garotas assim. Elas são completamente desligadas, não fazem nem barulho quando as torturo. Consigo ver apenas pelas reações do corpo, a aceleração da respiração e expressão em seu rosto que ela está sofrendo.
Quando ela está recuperada disso, ela estará transformada em uma pequena e indefesa boneca e pronta pra venda. Elas são muito fáceis de manter; precisam de pouca comida e um pouco de cuidado (higienização diária). Elas estão imobilizadas, você pode prendê-las em qualquer objeto e até fazê-las de decoração. Não podem falar, ouvir, ou ver; são completamente privadas de sentidos. As Bonecas Escravas que estão a venda são virgens e estão entrando na puberdade. Ainda são treinadas para praticarem sexo oral e foram torturadas e duramente abusadas. Elas podem engravidar, então é aconselhável o uso de anticoncepcional a menos que você goste de uma escrava grávida. Me avise se você quiser uma.


A Ponte de Overtoun

A casa Overtoun é uma casa de campo do século 19 e está localizada no estado de West Dunbartonshire, Escócia. Fica em uma colina virada para o Rio Clyde, 2 Km ao norte da vila de Milton e 3 Km ao leste da cidade de Dumbarton. A casa foi construída por volta de 1860, E foi dada de presente para o povo de Dumbarton em 1938. Subsequentemente foi uma maternidade, e agora abriga um centro cristão. 

A ponte de Overtoun, um ponte arqueada sobre o Burn Overtoun, ganhou atenção da mídia por causa do número elevado de cães que supostamente saltavam dela para a morte. 
Agora, graças as histórias postadas na internet, amantes de cães do mundo inteiro estão se perguntando: Teriam os cães vontade própria à cometer suicídio nessa ponte em particular, e caso sim, por quê?

Em uma tentativa de resolver o problema que estava deixando muitos donos de cachorros que moravam por ali perto, eles pararam de caminhar com seus animais pela ponte condenada. 

A muito tempo, rumores tem se espalhado de que a ponte e a casa de Overtoun são assombradas. Em 1994, o homem que morava lá, Kevin Moy, atirou seu filho (ainda bebê) para a morte da ponte, afirmando que achava que o filho era o anti-Cristo. 
Logo depois ele tentou acabar com a própria vida com uma tentativa frustrada de se suicidar pela mesma ponte. 

Donna Cooper diz: "Há rumores de que ele estava drogado, mas insistiu que o lugar era assombrado e que parece ter um estranho efeito sobre pessoas e cães."

Na mitologia celta, Overtoun é conhecido como "O lugar fino" - uma área em que o céu e a terra são reconhecidos por estarem perto. 

Certamente, cães demonstraram ser mais sensíveis ao sobrenatural do que humanos. 
Seriam esses animais "assustados" por alguma força sobrenatural que emana da ponte e, deliberadamente fazem-nos pulas da ponte para a morte?

Mary Armour, Medium, levou seu Labrador para uma caminhada na ponte para testar a teoria. Entretanto, ela não diz não ter sentido nada diferente. 

"Animais são hipersensitivos ao mundo espiritual, mas eu não senti nenhuma energia estranha ou diferente."

De fato, Mary disse ter sentido uma sensação de "pura calma e serenidade" mas admite que seu cão puxou a coleira em direção a extremidade direita da estrutura da ponte enquanto passavam por lá. 


sexta-feira, 17 de maio de 2013

DEEP WEB

Todo mundo vive falando dessa misteriosa parte da internet, onde criminosos vendem assassinatos, a pedofilia é coisa comum, onde vírus podem ser achados e drogas compradas com bitcoin (a moeda da internet). Vendo todas as afirmações e questionamentos sobre os mistérios da Deep Web,

Entrando no lado negro

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Pesquisas de como acessar a Deep Web podem ser feitas por qualquer pessoa, basta alguns minutos no Google e qualquer um consegue acessá-la. E não foi diferente com a gente, bastou um pouco de leitura e conseguimos as ferramentas necessárias para chegarmos ao lado mais obscuro da internet.
Antes de tudo devemos avisar que nós não concordamos, nem temos a intenção de divulgar nenhuma atrocidade encontrada na Deep Web e falamos sobre ela apenas para esclarecer nossos usuários e sanar suas curiosidades. Não recomendamos o acesso dessa rede por nenhuma pessoa e muito menos a divulgação de conteúdo ilegais lá contidos.

Ela existe mesmo?

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Sim, algumas páginas que acessamos só podiam ser acessadas por navegadores especiais, pois quanto colocamos seus links em navegadores comuns (Chrome, IE, Firefox) as páginas não abriam.


O que existe nesse lugar?

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Depois de algumas horas navegando nos links mais conhecidos da Deep Web e após fazer algumas pesquisas sobre determinados termos, podemos concluir que lá se encontra de tudo, desde coisas que podemos achar na internet normal, até coisas realmente chocantes, que deixariam pessoas de estômago fraco bastante incomodadas.
Então vamos falar de algumas coisas que encontramos no lado negro da internet:
Pornografia – Basicamente existe pornografia para todos os gostos e em todos os lugares. Nessa área não existe nada muito diferente do que pode-se encontrar na internet normal hoje em dia.
Pedofilia – Existe muita pedofilia na Deep Web. E é muito fácil encontrar tais coisas, basta alguns minutos de busca. Acabamos nos deparando com cenas muito fortes, que é melhor esquecer e não detalhar…
Manual do suicídio – Existem vários sites sobre o tema, alguns mais bizarro possuem manuais de como uma pessoa deve se matar. Eles incluem quantidades de veneno, a qual velocidade bater o carro em uma parede, que arma usar para atirar na cabeça, como cortar os pulsos e até a maneira certa de se enforcar. Interessante que o tempo até a morte é citado em cada caso.
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Gente morta – Se encontra muito disso também, basta uma pesquisa para encontrar fotos de massacres, pessoas mortas das mais diversas maneiras, mas isso não difere tanto do que já podemos encontrar na internet normal hoje em dia.
Produtos roubados – Encontramos também sites que vendem produtos, tais como os da Apple, por preços muito menores do que o de mercado. Se eles forem reais mesmo, devem ser produtos roubados.
Armas – Existem muitos sites de vendas de armas (parecem ser reais), que vendem armas sofrimentoereclusc3a3c2a3oamericanas no Canadá ou mesmo armas de maneira ilegal no próprio EUA. O arsenal disponibilizado é enorme, desde pistolas até armas de grande potência, passando por granadas. Além disso, ainda existem diversas manuais de como criar bombas e maximizar seus efeitos.
Hacker – Encontramos também sites que permitem contratar hackers para ataques na internet ou para criação de vírus, mas não foi possível ver se eles realmente funcionam.
Mutilações – Também existe muito disso por lá, algumas coisas que nos surpreendem. Passando por cortes de diversas partes do corpo até por canibalismo.
A Deep Web ainda deve esconder muitos outros segredos em seus obscuros caminhos, os quais precisam ser melhores investigados.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

quarta-feira, 15 de maio de 2013

o predio selado

Quando criança a escola que eu frequentava era peculiar e, talvez por isso, tão magnificamente interessante. Fosse o fato de ser cercada por arbustos gigantescos e uma floresta densa que dava ignição a minha imaginação, ou os curiosos e caricatos professores e alunos que povoavam ela, eu não sei.  Não tenho certeza de quando foi construída, mas certamente se distinguia dos outros prédios, casas e ruas na região. Sendo coberta por uma tinta vermelho fogo, que puxava compulsoriamente seus olhos para ela. Para lá eu fui dos meus cinco aos onze ou doze anos, e, como toda criança, guardei lembranças agradáveis e desagradáveis.

Todo dia com minha mochila nas costas, passava ao lado da densa floresta e acenava para a "moça do pirulito" Sra. Collins - uma gentil velha senhora que trabalhava no controle do tráfego com sua plaquinha amarela, parando-o quando as crianças iam cruzar a rua, e, após me encontrar com meus amigos, atravessar os velhos portões marrons e ir até um dos pátios.

Havia um rumor que a existência de dois pátios era para separar meninos de meninas - sendo este um conceito tão velho quanto compreensível. Quando passei a frequentar a escola, os pátios agora separavam as crianças de cinco até oito anos, e o outro as de oito para cima. No pátio das crianças mais velhas havia um prédio pequeno feito em tijolos vermelhos que se erguia independente do resto da escola, isolado do complexo. A muito havia caído em desuso, e de fato havia sido selado de olhos curiosos, suas portas e janelas emparedadas com pedras e tijolos tornando impossível de se ver o que havia dentro.
 Seu propósito parecia ser um mistério a todos os professores que pouco sabiam do tópico, mas é óbvio que histórias se espalham pela selvagem imaginação das crianças, e, em minha escola, essa inclinação para histórias de tragédias e coisas proibidas criavam rumores que beiravam o bizarro, particularmente eram sobre o prédio selado - obscuridade é um solo fértil para as fantásticas ruminações do imaginário infantil.

Quando eu e meus amigos éramos do pátio mais jovem, nós costumávamos olhar pela passagem estreita que dava no pátio dos mais velhos para ver o que acontecia. Lá podíamos ver as crianças mais velhas jogando bola ou apenas andando - é divertido nos lembrar de que, quando crianças, as ações dos mais velhos, por mais que banais, parecem ser tão mais divertidas que as nossas. Mas antes que fossemos tirados de lá por algum professor ou pelo zelador, meus olhos sempre iam até o prédio selado. Havia algo de solitário nele, isolado, e por mais que fosse cercado por gritos e pela vibração da escola, sua aparência sugeria um grave silêncio para mim.

As crianças mais velhas gostavam de assustar a elas mesmo e a nós, contando dramaticamente que o local havia sido usado por um departamento de ciência e que havia ocorrido um sinistro acidente lá, um que havia produzido estranhas e assustadoras coisas que deveriam ser mantidas fora dos olhos do mundo - mesmo tendo oito anos, sabia o quão absurdo e sem sentido aquilo era quando ouvi.

Também se falava de ter sido o escritório de um, no mínimo brutal, diretor da escola, que havia morrido num incêndio. Seu fantasma, obviamente, ainda assombrava o lugar e era melhor que o espírito vingativo fosse contido lá, soltando fumaça pelas ventas enquanto as crianças brincavam e se divertiam no pátio tão perto - mais uma vez, pura bobagem.

Havia porém, este relato, da natureza do prédio abandonado, que me parecia mais plausível. O prédio era, de fato, um banheiro. Sim, um banheiro normal. Nada de especial, nada de laboratórios secretos, nada de espíritos de diretores estressados, Havia simplesmente sido fechado por ter se tornado inútil quando banheiros foram incorporados ao complexo da escola, evitando assim que se tornasse apenas um lugar para as crianças invadirem e causarem problemas. Mas ainda assim, apesar desta mundana explicação, ainda haviam de fato histórias a serem ditas sobre o velho prédio de tijolos vermelhos do pátio das crianças mais velhas.

Apesar de ter escutado as histórias, não foi até meu quarto ano na escola que eu me tornei íntimo, e, ao mesmo tempo, desconfortavelmente envolvido com elas. O pátio das outras crianças ela flanqueado por três lados por uma parte retangular da própria escola. O quarto lado separava as casas vizinhas por uma imensa parede vermelho- escuro. Era isolado do outro pátio - sendo somente acessível pela passagem antes mencionada - e, para piorar a sensação de aprisionamento, ao longo da parede havia uma alta cerca de ferro que atingia os cantos onde até o mais bravo colega de classe teria tentado sua grande fuga. Ainda assim, havia um velho portão que permitia acesso ao lado de fora. Mas, tal qual guardas de prisão, os professores costumavam conferir este portão com frequência.

Lá, em um dos cantos do pátio, estava o velho prédio. Suas janelas eram de fato fechadas com tijolo, tal como suas portas, mas o teto parecia diferente para mim, sendo afundado em alguns lugares e certamente tendo acumulado poças de água de chuva nas temporadas mais úmidas. Eu tinha, naquela idade, e, vergonhosamente até hoje tenho, medo de altura. Tão assustador para mim eram alturas quanto foi descobrir que subir até o teto dos velhos banheiros era uma espécie de rito de passagem para os meninos mais velhos. Não me entenda mal, não éramos forçados a subir lá, mas crianças tendem a ser cruéis e quando algum novato chegava ao pátio e mostrava algum sinal de fraqueza, geralmente esse era perturbado com provocações, e, subir no prédio velho o isentava de ser alvo de piadas.

Durante as semanas que se seguiram vi um por um de meus amigos subir até o teto quando a oportunidade aparecia, balançando as pernas enquanto sentados nas bordas uma vez lá em cima; um por um conseguindo provar seu direito de estar no pátio dos mais velhos, enquanto eu sucumbia as provocações sobre meu medo e jeito covarde. Não me diminua, eu tentei. Diversas vezes a bola ia parar lá em cima e todos os olhos se viravam a mim, esperando que eu subisse e pegasse-a. Cheguei mesmo a me aproximar da calha que dava acesso ao teto para ao menos por a mão lá em cima e pegar a bola, mas, toda vez, falhava.

O medo tomava conta de mim quando pensava na derrota, os xingamentos e a vergonha se intensificavam.

Posso traçar aqui um curioso e provavelmente triste aspecto da minha personalidade naquela época. Falhar na frente de estranhos era perfeitamente aceitável para minha mente mas, falhar na frente de amigos, família, colegas ou conhecidos, era um terror imenso para que eu concebesse.
Com o passar dos anos se tivesse eu seguido o esteriótipo de buscar fama como adolescente, não teria tido nenhum problema em tocar em uma banda na frente daqueles que eu não conhecia, mas colocasse no meio da multidão um rosto conhecido, meus nervos se afrouxavam. A proximidade da falha era imensa, ao menos na minha mente.

Por esse motivo escolhi um momento no mínimo inoportuno para enfrentar meu medo. Um dia, após a aula, esperei do lado de fora dos portões, enquanto meus colegas iam embora dos dois pátios, chutando as folhas de outono. Pais escoltando os mais novos de volta para casa enquanto os mais velhos andavam uns com os outros - alguns empolgados, outros não - todos descendo a colina, ao lado da floresta densa, até suas casas e assim por diante.

Ao passo que a escola se tornava cada vez mais vazia, e os próprios professores começavam a ir embora, eu desci a rua e entrei nos jardins que haviam atrás do prédio. Sempre achei a parte de trás do meu colégio um lugar interessante. Consistia em arbustos, matos de todo tipo e um campo de terra batida para se jogar futebol. Nossos professores aparentemente nunca usavam a área para nada, e éramos constantemente encorajados a nos manter longe dela. Mais uma vez, histórias e contos entre os estudantes contavam que uma criança havia sido sequestrada ali anos atrás, enquanto brincava, fosse verdade ou não, nunca soube.

Quando tive certeza de que todos haviam saído, me insinuei através dos arbustos até uma pequena inclinação atrás do pátio. Lá, fundido na parede, estava o estreito portão marrom que os professores mantinham uma vigília constante, mas que, pelo que eu sabia, nunca era usado. Supus que deveria existir um propósito para ele anos atrás, mas para mim e meus amigos era apenas um lugar para se pular nos fins de semana, tendo acesso a escola vazia, podendo brincar de pique esconde com excelência, sendo os pátios lugares com tantos cantos e esconderijos.

Por mais cuidadoso que fosse, queria realmente subir no prédio velho. Na minha cabeça de oito anos de idade, tinha visões de subir lá sorrateiramente e surpreender meus amigos acenando de repente lá de cima, ou de heroicamente resgatar uma bola de alguma garota - na infância julgamos que todos a nossa volta se importam muito com nossas ações, falhas e sucessos, quando de fato não estão muito atentos a nada, sequer nas consequências das próprias atividades. Sim, fui muito perseguido por não ter tido a mesma coragem daqueles ao meu redor e ter falhado em subir logo no prédio, mas a ideia de fazer sumir toda a vergonha pública e sentir aquela sensação nova que a vitória diante de um ato de heroísmo infantil me traria era o suficiente para que eu, pelo menos, tentasse subir.

Havia considerado em pedir a um de meus amigos que me acompanhasse para o caso de algum professor ter ficado até mais tarde, ou do zelador estar limpando aquela área, o que, nestes casos, fazia-se preciso um sentinela, mas a ideia da falha, mesmo diante de um público de uma pessoa só, já colocava a minha escalada tão procastinada em risco. Decidi fazer a subida sozinho, perdendo o medo, de modo a repetir o ato ensaiado na frente dos outros, pondo um fim nas brincadeiras e piadas. Após esperar alguns minutos e observar as janelas que pontilhavam o lado da escola se escurecerem por completo e, satisfeito com o vazio que a escola se encontrava, andei tranquilamente até o prédio abandonado.

Lá fiquei a observar o cano da calha, que seria minha via de acesso, juntando forçadas. Minha mente revirava as possibilidades mais densas, as saídas mais funestas e os acontecimentos mais negativos conforme comecei a subir. Imaginava que a calha fosse se soltar da parede e que eu me encontraria com o chão de concreto do pátio, pondo um fim na aventura.

Mas fato é que ela nunca se mexeu, não importasse o quanto eu acreditei que ela houvesse. Sem testemunhas, aquele havia sido o mais longe que eu já havia atingido, tendo sido capaz de esticar minha mão até o alto e tocar na quina do teto. Meu coração correu com empolgação conforme comecei a acreditar que eu realmente poderia fazê-lo, que o sucesso estava a vista.

Dai cometi o erro de conferir meu progresso. A experiência da altura para alguém que tem dificuldades com ela é algo realmente problemático. Quando na verdade era algo como 2 ou 3 metros, eu visualizei a distância como algo monumental. Meu estômago revirou, meu coração bateu descompensado, e o mundo abaixo de mim começou a girar e distorcer. Pior ainda, a perda de forças naquele momento fraquejou meu corpo ao ponto de sentir minhas mãos se soltarem ao redor da calha.

É estranho como a mente funciona. Eu estava ao ponto de admitir derrota e descer, mas, aguentar a humilhação e as piadas era pior ainda, então, como se estivesse sendo desafiado por vozes invisíveis e uma vontade fortíssima, fiz o maior de meus esforços e subi. Quando minhas mãos tocaram o teto gelado e eu fiquei de pé, mal pude notar que já estava lá.

Deixando sair uma risada de animação, a sensação de alívio e vitória foi esmagadora. Mal podia esperar pelo dia seguinte. Para subir no teto e provar a todos que haviam sido cruéis comigo que eu era tão bom quanto eles. Olhando para o chão lá do alto, ainda sentia uma pontada de medo, mas nada que chegasse aos pés da sensação de poder que tomava conta da minha alma, meu triunfo rompendo minha ansiedade.

Ainda assim, não era bravo o suficiente para ficar lá muito tempo, então decidi investigar os arredores rapidamente e sair de lá para a segurança do pátio e ir para casa, extasiado. O teto era pintado em uma cor vermelho-fogo similar a cor do prédio principal da escola, mas havia a muito descascado e soltado, sugerindo que ninguém visitava ele para uma demão de tinta a um bom tempo
.
Me movendo com cautela, sentia minhas pernas martelarem meu estômago cada vez que pisava só pelo pensamento da altura em que me encontrava, algo não maior que três metros. Ainda assim, não importando o quão nervoso e enjoado eu estivesse, a sensação de triunfo que eu sentia correr em minhas veias era realmente incrível.

Fui de um lado ao outro do teto, completando minha conquista, como alguém que patrulha uma área nova para dizer que é de sua posse, que é seu território. Por aqueles curtos instantes, o prédio era meu.

Justo quando me virei e voltei para descer pela calha até o chão, meu olho atento percebeu algo que não havia visto antes. Um buraco no teto. pequeno, mas o suficiente para que minha mão ou algo maior passasse. Curioso, dei alguns passos e me ajoelhei para ver mais de perto.

Sim, era um buraco, e a luz proveniente do céu da tarde iluminava fracamente o que havia lá dentro. Aproximei meu olho o máximo que pude do buraco sem tampar a luz do sol e me surpreendi com o que eu vi. Lá abaixo na escuridão, como uma tumba perfeitamente bem preservada, estava o banheiro branco e intacto. Conseguia ver as pias onde os estudantes anos atrás lavavam suas mãos ou jogavam água um nos outros por diversão e três divisórias - cubículos com portas de um marrom extremamente escuro - bem conservadas como se ainda estivessem em uso. O ar interno estava impregnado com poeira e idade mas se houvessem me contado que o prédio fora fechado ontem, eu teria acreditado. Tudo perfeito por exceto uma coisa, uma camada de água suja que cobria o chão, sem dúvida acumulada lá após tantos anos de chuvas.

O cheiro que senti me acordou de meus devaneios de explorador. Um forte e marcante cheiro que apertou minhas narinas e machucou meus olhos. Sem dúvida alguma alguém fumava ali perto. Um professor ou o zelador. Meu coração paralisou, e eu me odiei por ter tomado tanto tempo comemorando minha vitória. Sem dúvida, também, a pessoa estava no pátio logo abaixo, talvez até perto da calha, pois de tão perto o cheiro do cigarro era denso e opressivo.

Me mantive encolhido no frio e molhado teto esperando que fosse lá quem estivesse próximo, que fosse embora logo. A fumaça agora parecia praticamente cáustica, assando o ar com sua força. Diversas vezes tive de segurar minha respiração para não tossir ou espirrar, amedrontado com a ideia de ser pego. Acredito que não seja exagero falar que fiquei meia hora sem me mover, ainda assim, não me tomou sequer um segundo para que pudesse fazer uma notável observação. Por mais que eu pudesse sentir o cheiro da fumaça - de um cigarro infinito ou de um maço inteiro dado o tempo que se estendia - eu não conseguia vê-la. Deveria poder ver as nuvens cinzas subirem, mas sequer o mais fino sopro era visível.

O céu outonal escurecia e eu ficava mais e mais frustrado conforme a fria laje de pedra me arrepiava. Desejando nunca ter subido lá, pra começar, senti a fome se aproximar e percebi que meus pais já estariam preocupados comigo aquela hora. Me persuadi a pelo menos olhar rápido pela borda do prédio para ver quem estava lá a tanto tempo. Talvez, se a pessoa estivesse do outro lado do prédio, eu poderia descer e fugir sem ser notado. Me esgueirei através do teto e silenciosamente olhei para baixo, para me certificar de que nenhum movimento brusco fosse produzido, deixando assim de chamar a indesejada atenção.

Não havia ninguém lá. O pátio estava vazio e as janelas escurecidas do prédio principal pareciam tão vazias como estavam antes. Ainda assim o cheiro impregnava meus pulmões e o sabor se instalava na minha língua. Nesse exato momento, vi algo que me gelou até os pés. Um solitário e fino fio de fumaça subia do buraco no teto. Alguém estava no banheiro abaixo de mim,

Isso pareceu absurdo e impossível. Pelo que eu sabia, não havia como entrar. O prédio era selado totalmente do mundo externo, mesmo assim, lá estava. Uma nuvem de fumaça logo acima do buraco do teto, saindo da boca de alguém não visto logo abaixo.

Meu triunfo de ter finalmente vencido meu medo de altura pareceu algo muito distante agora, uma memória. E tudo que eu podia pensar era em descer daquele teto para a segurança logo abaixo. Mas eu nunca vou saber porque  a curiosidade foi maior naquele momento e eu tinha de ver o que fazia a fumaça lá de baixo. Fui até o buraco para uma rápida olhada, seguida da minha rápida fuga e corrida até minha casa.
Ao me aproximar da abertura, o cheiro se afirmava e as palavras "não olhe" dominavam minha mente. Mas era tarde demais. Eu havia olhado. A princípio, não havia nada. O local logo abaixo de mim parecia mais escuro do que antes, mas poderia ser minha visão se acostumando com a falta de luz. O que não podia ser explicado era o barulho que eu ouvi vir de dentro.

Pareceu distante de início, indistinto e incerto. Então gradualmente tomou forma, soando para mim como alguém se sufocando. Sorri sozinho pensando que provavelmente era a fumaça do cigarro que causara aquilo e que os moleques da região tinham um esconderijo ali. Mas, como não poderia deixar de ser, de súbito, na densidade da fumaça meus olhos foram atraídos para um dos cubículos. A sua porta estava fechada mas ainda assim eu não estava convencido de que ela estava daquele jeito antes, momentos atrás quando havia olhado pela primeira vez. Como se ela houvesse sido fechada. Inclinei minha cabeça mais para perto mais meu ângulo de observação não permitia que eu visse dentro do cubículo.

Ao que o som do sufocamento aumentou em volume, também aumentou a fumaça. O som e o cheiro se uniam de um jeito que deu calafrios na minha alma. Entrei em pânico, deixei sair um grito quando vi a porta estremecer diante de um chute violento que alguém dera pro dentro. A fumaça tomara meus pulmões e olhos e eu não conseguia ver nada nem dentro nem fora do prédio.

Então cessou. O som do sufocamento desapareceu, e o cheiro de fumaça simplesmente se foi. Por um momento pensei ter imaginado tudo. Respirei fundo enchendo meus pulmões, só para que o terror tomasse lugar mais uma vez. No negro e frio silêncio do banheiro a muito esquecido abaixo, o som de passos na água preencheu o ar. Então, aos poucos, a porta do cubículo começou a abrir.

Não sei dizer o que de fato aconteceu após aquilo. Acho que bloqueei grande parte da minha memória. Aparentemente o diretor - um homem intimidador porém muito gentil chamado Sr. McKay - estivera trabalhando até mais tarde, do outro lado do prédio da escola. Quando foi percebido o som de meus gritos ele correu para fora e me achou enrolado como uma bola no teto dos banheiros velhos, paralisado de medo, soluçando. Após algumas palavras tranquilas, ele me ajudou a descer e me levou até o seu escritório onde mais uma vez garantiu minha segurança, ligou para meus pais para que me buscassem e ficou de olho em mim até que eles chegassem.

Confiei na imparcialidade do Sr. McKay conforme eu lutava contra as lágrimas para contar tudo que lembrava. O teto, a fumaça, o cubículo. Ao contar a história a ele, o sangue fugiu de seu rosto e pude sentir ele gelar. Pensei muito no que ele me falou após ouvir minha história. Talvez ele só quisesse me assustar para que eu e outros não subissem mais lá, mas ele me pareceu extremamente genuíno com o que me relatou.

Ele me disse que anos atrás havia acontecido uma tragédia com uma garota de doze anos na escola. Garota essa que ele se recusava a nomear. Ela tinha a reputação de ser difícil. Os professores tentavam o melhor que podiam para se comunicar com ela, atrair sua simpatia e cativá-la, mas ao que parecia ela tinha um histórico de violência doméstica e era praticamente impossível de se controlar. Havia sido suspensa diversas vezes por violência e constantemente brigava com outros estudantes.

Um dia ela havia decidido faltar a aula e conseguiu persuadir duas outras garotas a se juntarem a ela prometendo um cigarro a cada uma. Então, com o desenrolar dos fatos, as garotas se esconderam quando o sinal tocou e se foram aos banheiros. Os detalhes do que ocorreu em seguida eram nebulosos, mas ficou claro que a garota teve algum problema com desmaio, tendo morrido e ficado por ali mesmo. As outras garotas alegavam terem ido embora antes de qualquer coisa ter acontecido, mas haviam rumores que poucos falavam, mas muitos acreditavam. Rumores de que a garota estava com as amigas quando desmaiou, e com medo de serem pegas fumando e faltando a aula, elas colocaram a amiga no cubículo, fecharam a porta e a deixaram lá.  Se elas acreditavam que a garota ia se recuperar ou não era objeto de muita especulação. Os arranhões e marcas dentro do cubículo sugeriam que ela passou a se convulsionar e  se debater, talvez até mesmo em uma luta para fugir dali e gritar por ajuda.

Após o ocorrido o prédio foi fechado e a escola junto com a comunidade deram o melhor de si para colocar a tragédia para trás, apagar aquilo de suas memórias. Talvez o Sr. McKay tenha inventado tudo para me assustar, tenha se aproveitado de tudo que eu lhe contei para criar uma história que me traumatizasse para nunca mais sequer pensar em voltar a subir lá.

Infelizmente, algumas tristes consequências se seguiram. Eu de fato evitei o prédio a todo o custo. Meu medo de altura não era nada comparado ao desespero e horror que o prédio era para mim agora. Meus colegas, é claro, não acreditaram na minha história, me acusando de mentir sobre tudo para evitar que fizessem piadas. E, ao que eles sabiam, eu nunca havia subido lá. Por fim, eu acabei me confrontando com um sonho repetitivo durante minha infância. Um no qual eu acordava coberto de suor frio, enrolado no canto da cama, gritando. Sabia que nele, no sonho, eu estava no topo do prédio, olhando pelo buraco dentro do local abandonado, mas a memória sempre me é vaga. Tudo o que resta é uma impressão, da porta do cubículo se abrindo lentamente, e de algo olhando direto em meus olhos lá de dentro.

terça-feira, 14 de maio de 2013

A MULHER DE VERMELHO

Um jovem casal estava muito feliz por estar podendo realizar todos os seus sonhos. Já moravam juntos há pouco tempo, tinham um pequeno filho de seis meses de idade, e tinham acabado de se mudar para um apartamento que almejavam. Uma tarde de final de semana, o casal depois de brincar com o bebê, acabou adormecendo. O bebê acordou e saiu engatinhando pela casa. Foi engatinhando até a sacada do apartamento, passou pelos buracos da grade de proteção e caiu do quarto andar. O casal foi acordado pelos vizinhos e ficou, obviamente, transtornado com o fato.
Eles acabaram indo embora dali, pois não conseguiam mais viver em paz naquele apartamento. No dia em que a mudança foi toda retirada, a pobre mãe, que havia perdido seu filho de forma tao cruel, estava sozinha. Já era noite, quando no alto de seu desespero ela falou que faria qualquer coisa para ter seu filho de volta. Ela acabou dormindo no chão da sala vazia, mas foi acordada por uma voz que falava com ela. Assustada ela se levantou do chão e viu uma mulher vestida de vermelho. A mulher falou que poderia trazer o bebê de volta, em troca de um favor. A mãe teria que matar um criança da mesma idade do seu filho e oferece-la para a mulher de vermelho. No desespero de mãe, ela acabou fazendo isso e tendo o seu bebê de volta. A mulher de vermelho devolveu o bebê vivo para os braços da mãe. O único inconveniente é que o bebê foi devolvido no mesmo estado em que se encontrava depois de todo o tempo enterrado. O bebê se transforma em algo sobrenatural , era uma massa deformada em carne viva.